sábado, 26 de março de 2011

As Caves do Vinho do Porto

Começamos as visitas às caves do Vinho do Porto entrando na Porto Calem. A visita tem duração aproximada de 30 minutos. Em todas as caves as visitas são realizadas em diversos idiomas, cada grupo escolhe em qual quer assistir. É bem didática e interessante. A Calem tem mais de 150 anos de história. No seu início, Antonio Alves Cálem dedicava-se à exportação de vinhos para o Brasil em troca de madeira exótica, com frota própria, símbolo ainda hoje presente no logotipo da empresa: a Caravela. As vendas de vinhos do Porto da empresa ultrapassam 3,5 milhões de garrafas/ano. Mais de 120 mil turistas visitam a cave todos os anos.

Nos ofereceram dois vinhos para degustarmos.

Porto Old Friends White

Vinho branco, de cor dourada, aromas de mel e frutas secas. Na boca é doce e agradável.

Porto Old Friends Tawny

Envelhece em cascos de carvalho durante 7 anos. De cor castanha-aloirada, apresenta aromas a frutos secos e especiarias. Na boca é doce, equilibrado, com notas de frutos secos.

Porto Graham's

A Graham’s é uma das caves mais distantes do roteiro. Fui sozinha, à pé. Como é bom caminhar, sabendo que está de férias, sem horário marcado para chegar e não ter compromissos agendados!! A paisagem do alto é linda. Participei da visita que foi comentada, contemplando tudo. O mundo do vinho aproxima as pessoas. Na degustação conheci um enólogo francês, um Rabino, um empresário de cortiças e um importador. A Graham’s foi fundada em 1820 pela família escocesa Graham e em 1970 comprada pelos Symington.


Os vinhos degustados:


Porto Graham’s 10 Anos
De cor âmbar escura, leves aromas cítricos. Sabores doces e apimentados, com notas de baunilha e nozes. Elegante e com um longo final.

Porto Graham’s 20 Anos
Cor âmbar pálida, grande complexidade no nariz com notas de tangerinas, nozes e amêndoas torradas. No palato, apresenta-se encorpado, com frutos doces e caramelo torrado, textura aveludada e um longo final suntuoso e sedutor. É um vinho que fica marcado na memória. Excelente!

Porto Graham’s L.B.V. 2005
De coloração rubi intenso, grande concentração de aromas como alcaçuz e notas florais, com sabor de amoras silvestres. Rico em complexidade e profundidade , suportadas por um equilíbrio e estrutura notáveis.

Porto Ferreira


Outra cave que nos indicaram a visitar é a Ferreira. A história da FERREIRA acompanha e confunde-se com a história da evolução da Região Demarcada do Douro (delimitada em 1756) e dos seus vinhos do Porto e de mesa (Douro DOC). A grande personagem da história de sucesso foi Dona Antonia Adelaide. Viúva, aos 33 anos, ela assumiu os negócios da
empresa que se fortaleceu e aumentou
graças ao seu espírito empreendedor e carisma, ainda hoje referência e memória de bem fazer em Portugal. A sua inteligência e bondade conquistaram a calorosa admiração dos seus contemporâneos, que carinhosamente lhe chamavam a “Ferreirinha”.

Degustamos dois vinhos.

Ferreira Porto Branco Lágrima
Elaborado com as variedades Malvasia Fina, Moscatel, Códega, Rabigato e Gouveio. Apresenta coloração amarelo-dourado com boa intensidade aromática. Atrativo e complexo, o seu sabor
lembra os frutos exóticos e tropicais, com nuances florais e um toque de mel. A sua elevada doçura (típica dos vinhos com a designação “lágrima”) está muito bem equilibrada com o álcool.


Ferreira Porto Ruby
Clássico, jovem, frutado, com aromas de frutas maduras e notas do envelhecimento em madeira. A doçura é bem equilibrada com a estrutura de taninos. Agradável final de boca.
Eu e minha prima Yuli degustando os vinhos.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Riesling

No último dia 19 degustamos cinco vinhos de diferentes safras e categorias elaborados com a uva Riesling. O evento aconteceu em um jantar na loja da Vinhos do Mundo.
Os vinhos escolhidos foram de dois produtores europeus, Anselmann, de Pfalz, Alemanha e Gustave Lorentz, da Alsácia, França.
A Riesling Renana destes países possui características de terroir inconfundível, aromas frutados, riqueza de sabor, acidez e frescor.
Foi um jantar muito agradável, com destaque para o Eiswein Anselmann que se apresentou com intensidade de aromas, sabor doce equilibrado com grande acidez e muito persistente.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O melhor vinho que degustei em 2010

2010 foi um ano de mudanças, dificuldades, conquistas, realização de um sonho e de 'muitos grandes vinhos'...
A minha paixão são os vinhos italianos. E não oculto isso porque acredito que as pessoas devem saber do que gostam e curtir.

Eu também gosto de escolher, um, entre todos os vinhos que degustei durante ano, o que marcou mais.

Barbaresco Bruno Rocca Rabajà safra 2004.

Este vinho é a tradução da perfeição da uva Nebbiolo.

Li uma frase de Bruno Rocca no site da sua vinícola que conta o segredo.
"Il vino che nasce qui è specchio e anima della sua terra e il territorio non tradisce se amato e difeso".

Quando o vinho é feito por pessoas que amam o que fazem o resultado só pode ser um sucesso.

Saúde !


sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Sob o efeito da "La Grande Dame"

Descobri uma forma de visitar o paraíso!

Abra e beba uma champagne La Grande Dame de Veuve Clicquot da safra 1998.

Que espetáculo!!!


segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Primavera e a floração das parreiras

Visitar a região da Serra Gaúcha nesta época do ano é viver a primavera e a floração das parreiras.
A beleza das paisagens com os verdes parreirais e o perfume das suas flores é algo encantador.
Nas fotos a floração e o pôr-do-sol no interior de Flores da Cunha-RS.